Universo de Memórias

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vidas dos envolvidos

Lidar com uma nova realidade é sempre difícil, principalmente quando se refere a um diagnóstico de Alzheimer. Esta é uma das razões que podem fazer com que alguns pacientes e cuidadores manifestem sintomas de depressão. 
A tristeza constante, o negativismo, o pessimismo e a desesperança podem aumentar.

De acordo com os profissionais de saúde, incentivar o enfrentamento das dificuldades, estimular pensamentos positivos e especialmente oferecer apoio emocional no escopo de transmitir tranquilidade, principalmente nos momentos de angústia e irritação torna-se indispensável.

-Auxiliar no controle do uso de medicações 

-Ajudar na orientação temporal utilizando calendário 
-Auxiliar nas atividades diárias criando rotinas, são algumas maneiras de atenuar a situação                         -Procurar um grupo de apoio e acompanhamento psicoterapêutico também podem ajudar no processo de acompanhamento de ambos

Outra dica bastante recomendada é ler sobre o assunto e receber orientação de profissionais. 

A doença exige paciência, dedicação e compreensão. 
São sintomas que afetam toda nossa família, consomem todas nossas energias porque mexem com o emocional! 

A solidariedade, o apoio e a compreensão não podem faltar nos cuidados com o portador e os laços familiares precisam de fortalecimento para que aquele que cuida se sinta protegido. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O Ato de Cuidar

ALERTA!
O ato de cuidar vai exigir do cuidador um envolvimento intenso e uma parcela significativa de seu tempo, por um período indeterminado. 
Também são necessárias tomadas de decisões que atingem diretamente o idoso. 
Devido a essa sobrecarga de trabalho, o cuidado ao idoso pode se tornar ineficaz, pois o cuidador, atribuído de serviços, prestará assistência necessária somente aos cuidados básicos, esquecendo que este portador necessita também de cuidados baseados na patologia que ajudem a minimizar os efeitos danosos desta. 
É de extrema importância a necessidade de uma orientação específica para o cuidador, a fim de que sejam mais facilmente encontradas alternativas que visem à solução ou a diminuição de efeitos danosos advindos com a doença, que a assistência prestada seja de maior eficácia ao tratamento e que ele possa, dessa forma, estar apto para saber como proceder nas situações mais difíceis encontradas no dia a dia. 
Na última fase, o estágio final (fase terminal), o portador perde toda a sua capacidade mental e física, dificilmente reconhece rostos e fica mudo. 
É nesse período que o doente de Alzheimer necessitará de constante dedicação, compreensão e supervisão integral do cuidador.
Neste momento, o cuidador deve ter total disponibilidade e atenção ao doente, pois este já se encontra em situação extremamente debilitado. 
Ocorre também um maior envolvimento emocional do cuidador em relação ao idoso, pois já é sabido que a partir dessa fase não há mais expectativa de vida. 
A partir dos dados coletados em conversas com leigos no assunto foi observado que, para muitos, o esquecimento é visto como uma fase característica do processo de envelhecimento, o que faz com que o Alzheimer seja negligenciado, pois não é encarado como uma doença. 
Notou-se também que há um alto percentual de cuidadores do sexo feminino, sendo geralmente as esposas, filhas, netas ou noras; e, por fim, foi constatada o cansaço descomunal nessa assistência.
Conclui-se que é de extrema necessidade realizar uma reflexão sobre tal situação, a fim de buscar soluções simples e cabíveis para a resolução do problema. 
Como proposta, acredita-se que é de suma importância a realização de um apoio prático a esses cuidadores, buscando dessa maneira, trazer-lhes um maior grau de conhecimento sobre a patologia e as necessidades básicas do idoso. 
Essa história de viver o momento é ótima!
Traz um positivismo, uma ilusão de que poucas mudanças virão.
Isso não implica em terrorismo da minha parte, porém preparem níveis de ajuda para com o familiar.
Cuidar sozinho(falo em cuidar bem)é uma carga explosiva!

Procurem o exercício mental, físico, espiritual.
Não sintam vergonha de pedir auxílio a vizinhos(quando inexistem parentes), amigos ou, se possível, contratar alguém nas horas onde puderem pagar e se sintam mais sobrecarregados.

Os Cuidadores Familiares necessitam de RESPIROS e conexão com o mundo lá fora.
Boas Energias!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Gaúchos criam um projeto para lançamento em Dezembro de 2014

Estudantes gaúchos criam aplicativo que ajuda a diagnosticar Alzheimer


Projeto ainda está em fase de testes no Instituto do Cérebro, na PUCRS.
Aplicativo ajuda a rotina, lembrar de sons e formas, entre outras funções.



Do G1 RS

Estudantes gaúchos desenvolveram um aplicativo que poderá ser baixado em tablets para ajudar idosos a prevenirem doenças como o Mal de Alzheimer. O projeto ainda está em fase de testes, mas pretende dar esperança ao público mais suscetível a problemas mentais em função da idade avançada. O produto auxilia a organizar a rotina, lembrar de sons e formas, entre outras funções essenciais a quem está perdendo a memória.
A ideia partiu de um estudante de ciência da computação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), cujo avô morreu há três anos. “A ideia surgiu do meu avô, que teve Alzheimer. Então a gente pensou que um aplicativo que te desse um indicativo de doença pudesse ajudar a dizer qual a hora certa de procurar um médico”, diz Lucas Bertram. “Ele teve alguns sinais e a gente não sabia”, lamenta, se referindo ao avô.
Aplicativo deve estar disponível para download em dezembro (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Aplicativo deve estar disponível para download em
dezembro deste ano (Foto: Reprodução/RBS TV)
Os testes estão sendo realizados no Instituto do Cérebro da PUCRS. A previsão é de que até dezembro o aplicativo esteja disponível para download. “O mais importante é que ele pode ser usado tanto por profissionais da saúde como pelo próprio idoso ou cuidador. A finalidade também é dizer para o idoso que está preocupado que ele não tem nada, porque há uma preocupação ele achar que está desenvolvendo uma demência”, afirma a neuropsicóloga Mirna Portuguez.
“Isto vai fazer com que ele fique alerta de procurar um médico e ver o que está acontecendo porque a gente sabe que existem algumas perdas que são normais para a idade, mas se essas perdas estão mais acentuadas elas devem ser investigadas”, ressalta Sabine Marroni, também neuropsocóloga.
Aos 79 anos, a professora aposentada Loyde Fagundes é uma das primeiras a participar dos testes. No tablet, ela consegue organizar sua rotina. “Tomar café da manhã, lanche, uma fruta”, diz. Em outro teste oferecido, ela relembra alguns sons característicos. “É o som do barulho de um navio”, aposta. “Se cada um pudesse fazer o teste e avaliar em que ponto está eu acho maravilhoso”, opina.
“É muito gratificante saber que a gente pode ajudar outras famílias que podem vir a sofrer com essa doença”, completa a estudante Ingrid Panisi Rodrigues, colaboradora do projeto.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Insônia e Alzheimer

Estudo associa insônia a risco de Alzheimer em homens


Pesquisadores da Suécia demonstraram que homens que se queixam de problemas para dormir têm maior risco de demência ao longo dos anos


Alzheimer: Quanto mais tarde o homem apresenta distúrbios do sono, maior o risco de demência, segundo novo estudo



Alzheimer: Quanto mais tarde o homem apresenta distúrbios do sono, maior o risco de demência, segundo novo estudo (Thinkstock/VEJA)
Pesquisadores da Suécia, após acompanhar um grupo de homens por quatro décadas, descobriram uma relação entre distúrbios do sono e risco elevado de demência. Segundo os especialistas, por exemplo, a chance de ter Alzheimer ao envelhecer foi 51% maior entre aqueles que se queixam de insônia e outros problemas para dormir. As conclusões fazem parte de uma pesquisa divulgada nesta semana periódico Alzheimer's & Dementia.  

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Self-reported sleep disturbance is associated with Alzheimer's disease risk in men​

Onde foi divulgada: periódico Alzheimer's & Dementia

Quem fez: Christian Benedictemail, Liisa Byberg, Jonathan Cedernaes, Pleunie S. Hogenkamp e colegas.

Instituição: Universidade Uppsala, na Suécia.

Resultado: Homens, principalmente idosos, que se queixam de terem distúrbios do sono maiores chances de desenvolver o Alzheimer e outros tipos de demência.
“É importante ressaltar que existem vários fatores, como o exercício físico, que podem influenciar a saúde do cérebro. Assim, concluímos que bons hábitos de sono são também essenciais para manter em dia a saúde do órgão conforme envelhecemos”, explica Christian Benedict, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade Uppsala, na Suécia.

Na pesquisa, a equipe acompanhou cerca de 1 000 homens de 50 anos de idade entre 1970 e 2010. Os autores cruzaram dados sobre relatos de distúrbios do sono e a incidência de demência entre os participantes.

Relação — De acordo com o estudo, os homens que relatavam ter problemas para dormir tiveram um risco 33% maior de desenvolver alguma demência em comparação com aqueles que não apresentavam distúrbios do sono. No caso específico do Alzheimer, essa chance foi 51% mais elevada. A pesquisa também concluiu que o risco de demência aumentou quando os problemas relacionados ao sono eram apresentados por homens acima dos 70 anos.
“Quanto mais tarde o distúrbio do sono é relatado, maior o risco de o homem desenvolver a doença de Alzheimer. Esses resultados sugerem que as estratégias destinadas à melhora da qualidade do sono no fim da vida podem ajudar a reduzir o risco da demência”, diz Benedict.

Sono - Outras pesquisas já constataram a importância de uma boa noite de sono para o cérebro. Por exemplo, um estudo recente da Universidade de Bonn, na Alemanha, concluiu que uma noite sem dormir causa sintomas de esquizofrenia. Além disso, um trabalho feito nos Estados Unidos e publicado em agosto mostrou que o risco de obesidade é 20% maior em jovens que dormem menos do que seis horas por noite.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Criadores do Alzheimer in Vitro

Cientistas criam "Alzheimer in vitro"

Modelo descrito na revista "Nature" é o mais perfeito até hoje e vai ajudar os pesquisadores no estudo de métodos de prevenção e combate à doença

O modelo também deve ser útil para o estudo de  outras doenças neurodegenerativas

O modelo também deve ser útil para o estudo de outras doenças neurodegenerativas (Thinkstock/VEJA)
Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar o que poderia ser chamado de um “Alzheimer in vitro”. O modelo da doença, desenvolvido por pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts, nos Estados Unidos, consiste em uma cultura de neurônios humanos que reproduzem as estruturas do Alzheimer — dessa maneira, os médicos poderão observar suas etapas em detalhes e estudar métodos de prevenção e tratamento. A pesquisa que descreve como as células foram criadas foi publicada no domingo na revista Nature.
 
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: A three-dimensional human neural cell culture model of Alzheimer’s disease

Onde foi divulgada: revista Nature

Quem fez: Rudolph E. Tanzi, Doo Yeon Kim, Se Hoon Choi,Young Hye Kim, Matthias Hebisch, Christopher Sliwinski, Seungkyu Lee, Carla D’Avanzo e outros

Instituição: Hospital Geral de Massachussetts, Universidade Harvard, EUA, e outros

Resultado: Os cientistas criaram um modelo "in vitro" a partir de células-tronco que receberam os genes do Alzheimer, para reproduzir suas estruturas e mostrar em detalhes as etapas que levam as células à morte. 

Um dos grandes desafios do Alzheimer é a criação de modelos que desenvolvam com perfeição seus estágios. Forma mais comum de demência senil, a doença consiste no depósito de placas de proteínas "pegajosas" chamadas beta-amiloides e proteínas tau no cérebro. O acúmulo dessas placas tem sido apontado pelos pesquisadores como um dos responsáveis pelas alterações cerebrais da doença, que levaria à perda de memória. No entanto, os cientistas ainda não sabem o que leva essas proteínas a assumirem uma conformação errada e se depositarem no cérebro, causando a morte dos neurônios.
Até hoje, os modelos mais usados pelos cientistas são ratos que exibem doenças degenerativas — no entanto, eles copiam o Alzheimer de maneira bastante imperfeita. Os animais desenvolvem apenas o acúmulo das placas beta-amiloides, sendo incapazes de reproduzir as proteínas tau.
Criado a partir de células-tronco que receberam os genes da doença, o novo sistema “in-vitro” criado pelos cientistas, reproduz as duas estruturas, mostrando em detalhes as etapas que levam as células à morte.
Pesquisas futuras — Como o cérebro humano é bastante diferente de uma cultura criada em uma placa de vidro, algumas estruturas ainda não puderam ser reproduzidas, como as células do sistema imunológico, que também têm papel importante na doença. No entanto, esse é o modelo mais perfeito já criado pela ciência e deve tornar mais rápido o estudo de medicamentos que possam combater o Alzheimer.
“Nossa estratégia única que captura o Alzheimer em um modelo de cultura neural em 3D também deve servir para facilitar o desenvolvimento de modelos celulares humanos mais precisos para outras doenças neurodegenerativas”, conclui o estudo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Mais uma análise dos Cientistas

Ansiedade, ciúme e mau humor são fatores de risco para Alzheimer em mulheres

De acordo com pesquisa de 40 anos, mulheres com essas características tiveram um risco duas vezes maior de desenvolver a demência

mulher brava
Cientistas não encontraram relação entre risco de demência e personalidade extrovertida ou introvertida (Thinkstock)
Mulheres ansiosas, ciumentas ou mal-humoradas na meia idade correm mais risco de desenvolver Alzheimer no futuro do que aquelas sem essas características. A conclusão é de um estudo que durou 40 anos e foi publicado nesta quarta-feira no periódico Neurology.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Midlife personality and risk of Alzheimer disease and distress​

Onde foi divulgada: Neurology

Quem fez: Lena Johansson, Xinxin Guo, Paul R. Duberstein, Tore Hällström, Margda Waern, Svante Östling e Ingmar Skoog.

Instituição: Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Resultado: Mulheres na meia idade ciumentas, ansiosas e mal-humoradas podem ter até duas vezes mais risco de desenvolver Alzheimer
"A maioria das pesquisas de Alzheimer analisa fatores como escolaridade, risco cardíaco, trauma na cabeça, genética e histórico familiar", disse a líder da pesquisa, Lena Johannsson, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. "A personalidade também pode influenciar o risco de demência, porque afeta o comportamento, o estilo de vida e a reação ao stress."

Por 38 anos, os cientistas acompanharam 800 mulheres de, em média, 46 anos. Eles analisaram a personalidade das voluntárias por meio de testes de neuroticismo, introversão, extroversão e memória. Ao longo do estudo, dezenove participantes desenvolveram demência. O neuroticismo se refere à facilidade com uma pessoa se desestabiliza emocionalmente e a traços de personalidade como ansiedade, ciúme e mau humor. Pessoas que sofrem de neuroticismo são mais propensas a expressar raiva, culpa, inveja e depressão.


Questionário — Os pesquisadores também perguntaram às voluntárias se elas haviam tido períodos de stress com mais de mês de duração. Stress refere-se a sentimentos de irritabilidade, tensão, nervosismo, medo, ansiedade e distúrbios de sono. As respostas foram avaliadas de zero a cinco, sendo zero nenhum episódio e cinco stress constante nos últimos cinco anos. Mulheres que se enquadraram nas categorias três a cinco foram consideradas estressadas.
De acordo com os cientistas, não foi encontrada nenhuma relação entre o risco de demência e a personalidade introvertida ou extrovertida. No entanto, mulheres que eram ao mesmo tempo introvertidas e estressadas eram aquelas com maior probabilidade de desenvolver Alzheimer. Das 63 participantes com essas características, dezesseis (25%), tiveram Alzheimer, ante oito das 64 (13%) que eram extrovertidas e calmas.