Universo de Memórias

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Porque hoje abriu os Olhos para um eternizar
















Tantas teorias, teoremas, notícias e Alzirinha "completamente" alheia aos assuntos do mundo.

Para ela o que importa é ser bem cuidada e hoje o balão a manteve de olhos abertos.

O frio do Sul chegando com rigor(temperaturas abaixo de zero)segundo previsões e os cuidados redobram, pois clima gelado seu divisor de  águas em todos os anos.
Aquecemos ambientes, banhos mais rápidos, agasalhos confortáveis, deslocamentos de um sofá para outros, alimentos(todos batidos no liquificador)ricos em vitamina C e outras fontes vitamínicas. 
As inalações, fisioterapia,conversar, tocar, estimular, acarinhar, acudir(está gemendo até no espirrar).
Por enquanto pulmão limpo. A secreção está sendo trabalhada com algumas técnicas que eu sabia, outras ensinadas pela fisioterapeuta dela.
Sempre digo que aprendemos umas com as outras.
A rotina começa às 9 horas da manhã e só vai ao leito as 17 horas.
A janta é uma batida de frutas(não aceita mais sopa), aliás anda rejeitando alimentações salgadas.
No almoço muitas variações nas papinhas.
Na madrugada o meu atendimento especial...de Filha? Mãe?
Não importa mais a nomenclatura.
Acho que tudo se mistura na minha cabeça e não estou preocupada com isto.
Vamos seguindo italianinha...boas energias!

Porque hoje abriu os olhos para um eternizar




terça-feira, 9 de julho de 2013

POR QUE OS REMÉDIOS CONTRA O ALZHEIMER NÃO FUNCIONAM

Oligômeros beta amiloides (esquerda) e placas beta amiloides (direita).
A descoberta pode explicar por que as drogas contra o Alzheimer, projetadas para atacar
as placas amiloides, não produzem o efeito desejado.
[Imagem: Zhefeng Guo]

POR QUE OS REMÉDIOS CONTRA O ALZHEIMER NÃO FUNCIONAM

Os medicamentos atuais na verdade não tratam a doença de Alzheimer
e nem a impedem de avançar.

O que esses medicamentos fazem, algumas vezes, é diminuir temporariamente os sintomas, como a perda de memória e a confusão mental.

A falta de alternativas para o tratamento e o fraco resultado dos medicamentos disponíveis ficou mais patente ainda quando se descobriu
que os remédios comuns podem tanto induzir, quanto retardar o surgimento do Alzheimer.


-Paradigma das placas de proteínas amilóides-

As drogas atualmente prescritas para doentes com Alzheimer visam reduzir os depósitos de placas amilóides que se acumulam no cérebro.

Estas placas são uma marca visual da doença, mas alguns estudos mostram que as placas de beta-amilóides podem ser uma defesa do cérebro contra a doença, e não sua causa.
Além disso, há indícios de que o Alzheimer não seja uma doença só do cérebro.

Apesar disso, a maioria dos trabalhos continua se concentrando na tentativa de destruir as placas, que são aglomerados de fibras longas de uma proteína chamada beta-amilóide.

Mas, mesmo seguindo essa teoria dominante, alguns pesquisadores estão "sugerindo" que o verdadeiro culpado por trás do Alzheimer podem ser pequenos aglomerados de amiloides beta chamados *"oligômeros",* que aparecem no cérebro anos antes de as placas se desenvolverem.

O último reforço para essa linha de pesquisas veio pelas mãos de Zhefeng Guo e seus colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

Guo tentava desvendar a estrutura molecular dos oligômeros quando descobriu que as amilóides beta têm uma organização nos oligômeros completamente diferente da que apresentam nas placas
amilóides.

-Rumos alternativos-

A descoberta pode explicar por que as drogas contra o Alzheimer, projetadas para atacar as placas amilóides, não produzem o efeito desejado.

Como os medicamentos atuais nem sempre cumprem sequer seu papel de redução dos sintomas da doença, isto pode representar uma nova rota de pesquisas.

O estudo sugere que drogas experimentais recentes contra o Alzheimer falharam em testes clínicos porque atacam as placas, mas não funcionam nos oligômeros.

Futuros estudos sobre os oligômeros poderão ajudar a acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos especificamente voltados para as amiloides beta nessas estruturas, dando uma
nova esperança em busca de terapias eficazes contra o Alzheimer.

FONTE: SAUDE


Observação pessoal: Por tudo que tenho lido nestes mais de 22 anos(com minha Mãe-portadora)a cada dois passos em frente ficamos com um e meio para trás.
Pensando bem já é algum avanço para os iniciantes e/ou intermediários(leves)com Alzheimer.
No caso de minha Mãe nada mais a ingerir(avançadíssima)porque pode levá-la a óbito.

domingo, 7 de julho de 2013

Aplicativo para Diagnóstico do Alzheimer em Dez Minutos-Nova tecnologia

Cientistas criam aplicativo que diagnostica Alzheimer em 10 minutos

A ferramenta dá três tipos de classificações para possíveis doentes: "Investigar", "Monitorar" e "Sem motivo para preocupação"

O Cantab, desenvolvido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é projetado para ajudar o diagnóstico precoce da doença (Foto: Reprodução / Youtube)
 
Um novo aplicativo para iPad promete reduzir o tempo que os médicos levam para diagnosticar Alzheimer em seus pacientes - de três anos para dez minutos.
O Cantab Mobile, desenvolvido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é projetado para ajudar o diagnóstico precoce da doença. A ideia é que até os pacientes consigam usar o aplicativo em seus iPads.
A ferramenta, que está disponível em 20 línguas, dará três tipos de classificações para os possíveis doentes: Investigar, Monitorar e Sem motivo para preocupação (Foto: Reprodução / Youtube)

A ferramenta, disponível em 20 línguas, dará três tipos de classificações para os possíveis doentes: "Investigar", "Monitorar" e "Sem motivo para preocupação".
A desenvolvedora Cambridge Cognition adverte que o Cantab Mobile serve apenas para auxiliar o diagnóstico preliminar e não para obter uma análise profunda. O teste dá aos médicos uma melhor idéia de como proceder com a triagem e o tratamento.
O novo app ainda não está disponível para o público e, por enquanto, só será distribuído para profissionais de saúde registrados no Reino Unido.

Fonte: Época

terça-feira, 2 de julho de 2013

Para os que se encontram na fase inicial do Alzheimer

Estudo: Alzheimer travada em tratamento inédito e encorajador

Autor: António Henriques
Terça-feira, 02 Julho 2013 08:55
Seis pacientes com a doença de Alzheimer foram submetidos a um estudo da autoria de investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá. Depois de um ano de trabalho, por via de estímulos cerebrais, verificou-se, em dois doentes, o recuo da doença de Alzheimer, sendo que nos restantes a deterioração do cérebro parou. Os investigadores vão repetir o tratamento em 50 pessoas com o mesmo problema.
Uma equipa de investigadores canadianos da Universidade de Toronto, comandada por Andres Lozano, levou a cabo um trabalho inovador, que conseguiu o mérito de travar e reverter a doença de Alzheimer, cuja cura e tratamento são um dos grandes desafios da ciência.
Graças a este estudo, pela primeira vez conseguiu-se parar a doença, por via de uma técnica que recorreu a estímulos cerebrais, foi possível verificar uma reversão da doença de Alzheimer, o que abre portas para o tratamento de uma doença incurável e que se carateriza pela perda de memória progressiva, até à morte.
A técnica utilizada consiste no envio de estímulos através de impulsos elétricos, no cérebro de pessoas com Alzheimer. Os cientistas aplicaram o tratamento em seis pacientes, sendo que todos eles tinham a doença há um ano, no mínimo.
Os investigadores foram sujeitos a impulsos elétricos enviados para o cérebro, onde foram colocados elétrodos no fórnix – conjunto de neurónios que comunica com uma das regiões que começam a ser afetadas pela doença de Alzheimer: o hipocampo.
Com o mau funcionamento do hipocampo, os pacientes começam a sentir os efeitos que caracterizam o Alzheimer: a perda de memória e a desorientação temporal. Os investigadores já tinham conhecimento, através de exames cerebrais, que o hipocampo absorve menos glicose do que o normal, nos pacientes com esta doença.
Durante um ano, os pacientes foram sujeitos a estes impulsos e os resultados foram encorajadores: submetidos a novos exames, verificou-se que a doença de Alzheimer não avançou e, em dois casos, entrou num processo de retrocesso. Nestes dois pacientes, a região do cérebro que está associada à memória não só não inverteu, como voltou a recuperar o tamanho normal.
Já nos outros quatro doentes com Alzheimer, verificou-se que não houve avanço da deterioração do cérebro. A doença foi totalmente controlada. O processo de absorção de glicose também voltou aos níveis normais, sendo que o lobo temporal recuperou o seu funcionamento.
Não obstante estes resultados muito encorajadores, a equipa de investigadores canadiana pretende avançar no estudo. As conclusões do mesmo são, a partir de agora, plataformas para avançar na cura de Alzheimer, que ainda não pode ser anunciada.
A equipa da Universidade de Toronto vai alargar a amostra de pacientes, de seis para 50 pessoas com a doença.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

No agora


























Eis minha Mãe neste exato momento.
Hora de um cochilo, pois ela vai ao leito às 17 hs todos os dias(apesar das dificuldades de equilíbrio, da dependência total, do não verbalizar).
Anterior ao leito acorda 9 hs da manhã para o café, banho e toda uma rotina já inserida no blogspot.
É colocada em ambientes diferentes com o intuito de movimentá-la visto que está rígida, dependendo de nós para tudo. Caminha um pouco(cada vez com mais dificuldade)com uma técnica especial e aprimorada pela Fisioterapeuta.
Constantemente estamos aprendendo(aqui em casa)umas com as outras ou encontrando maneiras de suavizar, melhorar os desconfortos de minha Mãe.

Entendam, por favor, que a foto, a escrita retratam as condições em que o Alzheimer a atinge no agora.
Senhora Alzira Becher(não é diabética, nem hipertensa, sem infecções, escaras,etc.)
Porém, o maior problema é o pulmão. 
Por não locomover-se sozinha como antes(nas fases anteriores).
A imunidade é outro fator relevante. A dela é baixa.

Não é para sentirem pena dela ou de mim.

A ideia é mostrar(um tantinho)do que a mídia não mostra.
É para que vocês reflitam, saibam onde os sobreviventes desta doença chegam(ou nem chegam). 
Um preparo porque precisarão de ajuda familiar ou profissional cotidianamente.
Precisarão de muita fé na vida, paciência, cuidados, amor, conhecimento, resignação.

Abraços carinhosos a cada Cuidador(a)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

As Pessoas com Demências(Alzheimer-uma delas)têm mais fome

Verdade, realidade.
Muito bom o indicador!
Posso afirmar que aconteceu e acontece com minha Mãe(embora nada fale, tenhamos que alimentá-la com colher de café e tudo batido no liquificador). 
A pesquisa, liderada pelo Dr. Olivier Piguet do Neuroscience Research Austrália, mostra pela primeira vez que algumas pessoas com demência frontotemporal têm deterioração na região do cérebro que controla a fome A demência frontotemporal (DFT) é um tipo de demência que pode afetar as pessoas em seus 50 e 60 anos, bem como jovens de até 30 anos de idade.

O líder do estudo, o Dr. Olivier Piguet, disse que em todos os casos estudados eles encontraram encolhimento no hipotálamo. O hipotálamo é a pequena área no centro do cérebro que regula a fome (isso sendo bemmmm resumido, porque o hipotálamo tem outras tantas funções – olha ele aí embaixo!!).

hypothalamus
De acordo com Dr. Piquet,” Quanto mais pronunciado o ‘problema com a comida’, mais grave é a retração na seção traseira do hipotálamo.” Dr. Piquet também disse que algumas pessoas com DFT podem comer mais que sua quantidade habitual de comida e outros pratos e, às vezes, até mesmo comer objetos não comestíveis.

Embora a pesquisa do Dr. Piquet tenha sido focada na DFT, é fácil estender esse sintoma para outras formas de demência, incluindo a doença de Alzheimer , o que também pode ser causado pelo encolhimento do cérebro nesta área que controla a fome.

“Achamos que as células dessa região do cérebro perdem a capacidade de dizer a esses indivíduos que eles não precisam mais comer, que foi suficiente“, diz o Dr. Piguet.

Essas pessoas tornam-se incapazes de controlar seu desejo de comer, elas geralmente tem “desejo constante” de ingerir alimentos doces e ricos em carboidratos e, além de tudo, comem de forma socialmente inadequada, uma situação que não é saudável para o indivíduo e muito angustiante para a família.

“Eles podem roubar comida das pessoas que estão ao seu redor ou ir à procura de uma tigela de açúcar e comer a coisa toda“, diz o Dr. Piguet. “Algumas pessoas vão mesmo comer objetos não comestíveis, como uma caneta.”

A boa notícia em relação a essa nova pesquisa é que “agora sabemos o local exato do problema, podemos trabalhar na compreensão do mecanismo e projetar um tratamento para atingir esse sintoma“, diz o Dr. Piguet.

O estudo Austrália Neuroscience Research, publicado em Annals of Neurology, olhou para exames de ressonância magnética do cérebro de 18 pessoas com DFT, bem como o tecido cerebral post-mortemde mais 12 pessoas com a doença.

Dr Piguet também descobriu que pessoas com encolhimento particularmente grave na região também tendem a ter depósitos anormais de um tipo de proteína no cérebro chamada TDP-43.

“Isto sugere-nos que alguém com DFT quem tem problemas alimentares graves provavelmente têm esse tipo de proteína anormal no cérebro. Isso nos ajudará a diagnosticar melhor o tipo de demência um paciente e ajudar a projetar um tratamento.”

Ou seja, a fome insaciável das pessoas com demência deve-se à diminuição de uma parte do Hipotálamo!!