Universo de Memórias

sábado, 14 de junho de 2014

Como trocar fraldas num idoso acamado

Um vídeo simples de como trocar fraldas em uma pessoa acamada.
Não tem legenda, porém fácil de entendimento.

Obs: só a troca, pois existe a higiene, passar pomada com óleo(preventivo)nos glúteos.

http://youtu.be/YqrM2iWb10E

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Teste com mais exatidão para o Alzheimer







































FONTE: Jornal do Campus


USP testa radiofármaco para detectar Alzheimer

Estudo desenvolvido pela equipe de pesquisadores do Centro de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP tem o objetivo de auxiliar diagnóstico mais preciso de Alzheimer. A pesquisa faz parte de um projeto temático em doença de Alzheimer do professor Geraldo Busatto, financiado pela FAPESP. A parte de imagem molecular é coordenada pelos professores Carlos Alberto Buchpiguel e Daniele de Paula Faria e utiliza o radiofármaco [11C]PIB, marcado com o isótopo radioativo carbono-11, ou C11, para distinguir o Alzheimer de outras demências.
O carbono-11 é um isótopo radioativo, que tem as mesmas propriedades químicas do carbono-12, mas emite elétrons com carga positiva. A doutora Daniele explica que para o diagnóstico, o radiofármaco [11C]PIB (Composto B de Pittisburgh marcado com carbono-11) é injetado no paciente e, a partir daí, vai se ligar às placas β-amilóides do córtex cerebral, que são aglomerados de proteínas, também chamadas de placas senis, que fornecem uma captação radioativa. Essa captação é detectada pelo aparelho denominado PET (Positron Emission Tomography).
Quando o paciente não tem Alzheimer, o PET não detecta captação radioativa cortical significativa. “A detecção dessas placas é feita apenas pela injeção endovenosa e aquisição de uma imagem radioativa tomográfica, ou seja, não é invasiva”, diz a pesquisadora.
Para desenvolver o estudo, os pesquisadores utilizaram a infraestrutura do Centro Integrado de Produção de Radiofármacos do InRad e do Laboratório de Medicina Nuclear (LIM43) para pesquisa pré-clínica em pequenos animais. A produção do [11C]PIB, que já acontece há mais de dez anos na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, foi otimizada na estrutura do InRad, sendo o primeiro instituto do Brasil à produzir este radiofármaco. “O método de produção do [11C]PIB pode variar de uma instituição para outra, principalmente no que está relacionado com o tempo e temperatura de reação e sistemas de purificação. Mas é importante ressaltar que o produto final deve ser exatamente igual, o que é checado através de inúmeros testes de controle de qualidade, físico-químicos e biológicos, antes de ser liberado para injeção em pacientes”, diz Daniele.
A pesquisa do InRad está, segundo Daniele, em fase de validação do processo de produção do radiofármaco. “Ou seja – diz – todos os testes físico-químicos e biológicos estão sendo realizados e toda a parte documental: procedimentos e registros de validação está sendo preparada para que o uso em pacientes seja autorizado”.
O método, é importante dizer, deixa apenas o diagnóstico da doença de Alzheimer, que continua sendo uma doença incurável. “Alguns avanços puderam ser observados com utilização de medicamentos que permitem retardar a evolução da doença em uma parcela dos pacientes tratados”, explicou Daniele. O retardo na progressão da doença e a discreta melhora cognitiva melhora a qualidade de vida do paciente, ainda mais quando o convívio com os familiares e a vida social é levada em consideração. A pesquisadora também disse que novos ensaios clínicos têm sido desenvolvidos para avaliar drogas que atuam diretamente nas placas β-amilóides que se depositam no tecido cerebral do doente.”Contudo, até o presente momento, alguns resultados preliminares não demonstraram melhoras cognitivas significativas ou reversão do quadro demencial com o emprego desta nova classe de medicamentos”, finaliza.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Alzheimer em 50 questões essenciais

“Alzheimer em 50 questões essenciais”
é o novo livro de Belina Nunes

2014-05-28
Belina Nunes
Belina Nunes
A LIDELvai lançar o livro “Alzheimer em 50 questões essenciais”, da autoria da neurologista Belina Nunes, nsado para o público em geral, principalmente para todos os leitores que tenham casos de familiares ou amigos que são afectados por esta doença. 
Com o objectivo de responder às questões mais frequentes sobre a demência e, em particular, sobre a doença de Alzheimer, este livro está centrado na pessoa com demência e não apenas nos sintomas da doença.

“A doença de Alzheimer tornou-se uma das doenças mais temidas nas sociedades ocidentais (…) Actualmente é difícil encontrar uma pessoa que nunca se tenha cruzado com o termo doença de Alzheimer, e é possível que já tenha ajudado a cuidar de doentes com demência. Mantêm-se, no entanto, muitas dúvidas e mal-entendidos em relação à doença, quer quanto ao seu diagnóstico quer quanto ao que esperar do tratamento e da evolução.
(In Introdução de Belina Nunes)

A autora refere ainda que “as estimativas sobre o número de casos de doença de Alzheimer no mundo, para 2050, é de 1 em cada 85 pessoas… São números assustadores e que deverão impelir a sociedade e cada um de nós a fazer o seu melhor na prevenção.”
 
FONTE: CIÊNCIAHOJE

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Alzheimer e Parkinson

OBS PESSOAL: Notoriamente o indivíduo que desenvolve Parkinson terá Alzheimer(excetuando alguns). Quem desenvolve Alzheimer pode apresentar Parkinson a um certo estágio da doença. Minha Mãe teve D.A. e na dependência apresentou D.P.
Segundo pesquisas que fiz é possível.
Se estiver errônea a junção por favor corrijam.

FONTE: DM
Duas doenças degenerativas do sistema nervoso que acometem normalmente pessoas com idade já avançada, o que não é uma regra geral. O mal de Parkinson causa tremores e dificuldades para andar, se movimentar e coordenar. Normalmente quando um paciente jovem é acometido pela doença, a causa mais provável é por hereditariedade. O Alzheimer tem como principais sintomas a perda da memória e distúrbios de comportamento. As informações são da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
 Atualmente existem tratamentos que, apesar de não curarem o mal de Parkinson, auxiliam na qualidade de vida dos portadores da doença. A SBGG alerta que atuar nos fatores de risco da doença é atualmente a única forma de preveni-las. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, a doença de Parkinson acomete uma média de 100 a 200 pessoas por cada cem mil habitantes, é a segunda patologia degenerativa que mais acomete os indivíduos. No mundo, dados da Organização Mundial da Saúde mostram que cerca de 1% a 2% dos idosos possuem a doença.
No dia 9 de agosto deste ano, acontece em Goiânia o 2º Simpósio de Alzheimer de A a Z. O evento será realizado na sede do Cremego. De acordo com o portal da SBGG, o mal de Alzheimer lidera o ranking de doenças que acometem a população idosa, 6% das 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos têm a doença. Estima-se que haja cerca de 1 milhão de pacientes demenciados no Brasil.
Luta contra as doenças
Isabel Machado, 57, sofre com a doença da mãe, a quem ela prefere poupar não citando seu nome. Inicialmente, ela foi acometida por Parkinson e depois pela demência, em seu caso o Alzheimer. Hoje com 88 anos, a mãe de Isabel depende totalmente de outra pessoa, fica acamada todo o dia. “A geriatra foi quem notou a demência, ela é muito inteligente e sabia disfarçar bem quando notava que havíamos percebido algo diferente. Ela iniciou com um andar robotizado, tremor, e ela parecia ausente em alguns momentos”, diz. Isabel explica que, após o início do tratamento medicamentoso, a melhora da mãe foi significativa, o que para ela é uma constatação do diagnóstico correto.
Há cerca de seis anos, a mãe de Isabel tem as duas doenças, ela teve seis filhos, mas atualmente mora com cuidadoras em um apartamento na capital. “Há dois anos, ela deixou de morar conosco, na verdade nós revezávamos, cada dia ela ficava na casa de um dos filhos, mas notamos que isso era uma situação muito difícil e cansativa para ela, então tomamos essa decisão, que não foi nada fácil”, explica. Isabel esclarece que a mãe é acompanhada por três cuidadoras durante o dia, atualmente ela não fala, não anda e vive acamada. Até um tempo atrás ainda era possível tirá-la de casa e até passear, mas hoje, vai no máximo até a sala.
A filha ressalta que a descoberta de ambas as doenças foi de difícil aceitação para toda a família, que de certa forma todos adoeceram com ela. “Até hoje é muito complicado falar disso, eu adoeci, ela está muito frágil. Foi um processo duro e sofrido, mas tivemos que tomar a decisão de deixá-la em um lugar só, onde ela pudesse ficar bem. Todos os dias eu ou outra irmã que mora em Goiânia vamos visitá-la e ver como está. Sei que não é o ideal, mas é o possível. Ela só abre os olhos, não fala, nem reconhece mais ninguém há algum tempo”, ressalta.
Uma doença de tratamento oneroso, é o que diz Isabel, atualmente a mãe não toma mais algumas medicações, no entanto não sai mais de casa, e cada visita do geriatra particular custa R$ 600. “Esses valores não são mais gastos pelas doenças. Em casa temos equipamentos que auxiliam a monitorá-la e facilitam quando as cuidadoras suspeitam de alguma piora de sua saúde. Quando ela sente algo, o geriatra vai até o apartamento para uma consulta”, esclarece Isabel.

O amor 
supera tudo  A velhice traz consigo várias recordações, experiência e outras coisas que o tempo oferece. Imagine então acordar um belo dia, aos 94 anos, e não lembrar grande parte da sua vida, nem mesmo dos seus filhos. É o que aconteceu com o senhor Gonçalo Gonçalves de Lima, ele tem Alzheimer. Ele é avô de Zuleika Lima, 38. Ela explica que, atualmente, seu pai dedica grande parte do seu tempo a ele, que não reconhece ninguém da família. “Eles moram juntos em Belém-PA. A suspeita da doença iniciou quando meu avô passou a ter lapsos de memória rotineiros. Hoje é preciso trocar fraldas e dar banho nele, mas anda, fala e vive quase normalmente”, explica a neta. Zuleika esclarece que o neurologista pediu alguns exames e detectou-se que se tratava de Alzheimer. “O médico disse que o mais provável é que no caso dele tenha sido causado por hereditariedade, já que outras pessoas da família tiveram a doença”, diz.
Para Zuleika, a melhor parte da sua infância eram as férias, que ela passava sempre na casa do avô, que fazia de tudo para agradar a neta mais velha, no caso ela. “É triste porque hoje ele não reconhece mais ninguém, se você passar por ele vinte vezes, ele te dá a mão e te cumprimenta novamente em todas elas”, explica. O pai de Zuleika se aposentou para cuidar de Gonçalo, mas conseguiu um trabalho em que mora dentro das dependências da empresa. “Meu avô fica com uma funcionária e ele sempre por perto para caso ocorra algo. Apesar dessa doença, fomos ao geriatra com ele há algum tempo e a médica se surpreendeu. Meu avô não tem problemas com hipertensão ou do coração, disse que é mais saudável inclusive que meu pai, que é filho dele”, diz.
O avô de Zuleika ainda é muito ativo, ela conta algumas peripécias de Gonçalo durante uma visita a sua casa: “Ele dizia o tempo todo que queria ir embora, ele pegava a chave do carro e tentava abrir o portão, em um desses dias, descuidamos por alguns minutos e quando fomos procurar, meu avô já estava há três quarteirões da nossa casa e correndo, como se estivesse fugindo, hoje a gente ri da situação, mas no dia não foi nada engraçado”, diz. A neta também fala de um episódio comovente: “estávamos em casa e eu peguei um álbum de fotografia antigo para mostrar a ele, tinha algumas fotos do seu casamento. Quando ele viu, eu perguntei se ele reconhecia a mulher da foto, ele respondeu: ‘Essa aí é a Maria de Macedo, meu amor!’ Da minha avó ele se lembra, ela faleceu quando eu tinha 16 anos”, ressalta.
Delson José da Silva, neurologista do Núcleo de Neurociências do Hospital das Clínicas da UFG e diretor do Iineuro-Instituto Integrado de Neurociências, explica que ambas as doenças são neurodegenerativas, ou seja, ocorre perda progressiva de neurônios. “Na doença de Parkinson (DP) ocorre a morte principalmente de neurônios produtores de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pelas habilidades motoras, enquanto na doença de Alzheimer (DA) ocorre perda de neurônios produtores de acetilcoloina, responsável por funções cognitivas (memória, atenção, linguagem)”, esclarece.
O médico ressalta que na DP ocorre lentidão dos movimentos (bradicinisia), tremor de repouso, rigidez dos movimentos e alterações da postura (equilíbrio). Já na DA ocorre perda de memória, linguagem e alterações de comportamento. “Ambas ocorrem devido a múltiplos fatores, tantos constitucionais próprios do indivíduo, genéticos e ambientais como fatores agressivos externos”, diz.
 De acordo com o neurologista não existe uma prevenção específica, no entanto o controle de fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, colesterol, triglicérides etc. e ter vida saudável com práticas regulares de exercícios, lazer, dieta saudável, equilíbrio psicossocial contribuem para menor incidência destas doenças. “Evitar drogas, alcoolismo, uso indiscriminado de medicamentos psicoativos Também. Existem casos hereditários, porém as formas esporádicas são as mais frequentes. Casos na família aumentam o risco para as doenças”, ressalta Delson.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Enquanto você dorme...

Considerações pessoais

O sono é necessário, reparador.
Óbvio que cada pessoa tem uma jornada própria de descanso, portanto nem todos seguem um padrão único. Para alguns 5 horas, 6,7,8,9 horas e ajustam seus relógios internos.

Os idosos costumam repousar mais cedo(o que também não é uma regra).
Se esta questão o deixa aflito, cansado, sem apetite ou sintomas diferentes o correto é a investigação com um especialista.

Os Portadores de Alzheimer costumam inverter horários, não dormem ou quando dormem o sono é fracionado. São agitados(a maioria).

Vejam os benefícios do sono:

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Antidepressivos freiam o avanço do Alzheimer

 

Antidepressivo freia avanço do Alzheimer


A substância usada nos antidepressivos, o citalopram, conseguiu estabilizar os sintomas progressivos da doença em até 25% em ratos e em até 38% em humanos


 

FONTE: Correio Brasiliense
Publicação:15/05/2014 11:15Atualização:15/05/2014 09:41

A guerra contra o Alzheimer pode ter ganhado uma arma eficiente e já pronta para uso: um antidepressivo que está no mercado desde 1998. O medicamento, um inibidor da reabsorção da serotonina (SSRI),) freou o desenvolvimento de placas de gordura no cérebro, segundo os resultados de um estudo publicado na edição desta quinta-feira (15) da revista Science Translational Medicine. O acúmulo dessas substâncias é apontado como importante causa da doença neurodegenerativa que, até 2050, deverá acometer 16 milhões de pessoas no mundo. A substância usada nos antidepressivos, o citalopram, conseguiu estabilizar os sintomas progressivos da doença em até 25% em ratos e em até 38% em humanos.
Os pesquisadores acreditam que os bons resultados estão relacionados ao efeito bloqueador dos antidepressivos em alguns neurônios (sxc.hu)
Os pesquisadores acreditam que os bons resultados estão relacionados ao efeito bloqueador dos antidepressivos em alguns neurônios
Os cientistas das universidades da Pensilvânia e de Washington testaram os efeitos da droga no fluido intersticial (FIS) do cérebro de ratos que tinham as placas beta-amiloide e também no líquido cefalorraquidiano (LCR) de humanos saudáveis. “Estudos anteriores demonstraram uma associação entre antidepressivos e a redução da carga de beta-amiloide no cérebro”, explicou, em comunicado à imprensa, a principal autora do trabalho, Yvette Sheline. “Esses estudos examinaram a correlação retrospectiva entre a duração do uso de antidepressivo e a carga amiloide com tomografia por emissão de pósitrons (PET) no cérebros de idosos. Nossa investigação deu um passo além e testou o efeito prospectivo do citalopram nos níveis de amiloide no LCR de indivíduos saudáveis e mais jovens”, compara.

Ratos geneticamente modificados para desenvolver as placas de gordura, mas que foram expostos ao citalopram, tiveram redução dos níveis de beta-amiloide em 25%. Dois meses de exposição à substância freou não apenas o desenvolvimento de novas placas, mas também estabilizou a progressão das que existiam. Um experimento paralelo realizado com 23 humanos saudáveis que tinham de 18 a 50 anos e não haviam sido submetidos a tratamentos para depressão obteve mais resultados impressionantes: 60mg de citalopram reduziram em 38% a produção de beta-amiloide em apenas 37 horas de testes.

Os pesquisadores acreditam que os bons resultados estão relacionados ao efeito bloqueador dos antidepressivos em alguns neurônios, uma ação que aumenta a disponibilidade de setoronina e diminui a produção das placas de gordura. A partir disso, eles acreditam que o desenvolvimento de abordagens terapêuticas seguras e eficientes para reduzir a produção das placas no LCR, mesmo que modestamente, pode prevenir e/ou desacelerar a progressão dos sintomas do Alzheimer. “Nós estamos adquirindo um melhor entendimento das capacidades de SSRIs enquanto continuamos a desvendar os complexos mecanismos do cérebro que desencadeiam a demência do Alzheimer”, diz Sheline.