Universo de Memórias

terça-feira, 15 de abril de 2014

Estimulação Magnética e suas variantes chegando

ESTIMULANDO DIRETAMENTE O CÉREBRO
O uso de ondas elétricas ou magnéticas para regularizar o funcionamento cerebral é um recurso que está ganhando força na medicina mundial. O procedimento pode ser feito de várias formas, mas as duas principais são a implantação cirúrgica de um eletrodo em uma área predeterminada do cérebro, de acordo com a necessidade, ou a estimulação com ondas magnéticas emitidas por um aparelho.

Fonte: http://www.ipan.med.br/noticias.php?id=57

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cérebro Transparente



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cientistas criam Cérebro Transparente
 
 
Fonte; UOL Ciência
Em Paris
"Nós usamos processos químicos para transformar os tecidos biológicos e preservar sua integridade, tornando-os transparentes e permeáveis a macromoléculas", resumiu em um comunicado Kwanghun Chung, principal autor do estudo."

Esta técnica, batizada de "Clarity" por seus inventores da Universidade de Stanford, foi utilizada no cérebro de um rato morto e também em um cérebro humano preservado por mais de seis anos. Poderá ainda ser aplicada a outros órgãos, de acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira (10) na revista científica britânica Nature.

Desenvolvida sob a liderança de Karl Deisseroth, psiquiatra e especialista em bioengenharia, esta nova técnica pode revolucionar a compreensão da função cerebral, suas doenças e como afetam o nosso comportamento.

Formado por uma massa de matéria cinzenta e circuitos aninhados, o cérebro é como uma misteriosa caixa preta cheia de circunvoluções. Os cientistas têm procurado há muito tempo desvendar seus mistérios, a fim de entender como ele funciona e por que às vezes não funciona.

Para ver mais claramente, a equipe de Karl Deisseroth procurou simplesmente uma maneira de se livrar de elementos opacos do cérebro. Mas o que faz o cérebro "opaco", impermeável a substâncias químicas e a luminosidade, são os lipídios, ou seja, as gorduras.

O problema é que estas gorduras ajudam a formar as membranas celulares e dão estrutura ao cérebro. E se forem removidas, os tecidos remanescentes se desmancham como um pudim muito aguado.

Os pesquisadores de Stanford conseguiram, pela primeira vez, substituir esses lipídios por hidrogel, um gel composto principalmente por água.


Mergulhar e Aquecer

A receita parece simples: mergulhar o cérebro intacto na solução de hidrogel e dar tempo para que suas pequenas moléculas penetrem nos tecidos. Em seguida, é só aquecer a 37 °C - a temperatura do corpo humano - por três horas para endurecer a mistura.
Nesta fase, o cérebro e o hidrogel formam uma "estrutura híbrida" que mantém os lipídios no lugar, mas não os aprisiona.

Resta extrair os lípidos por meio de uma corrente eléctrica ("eletroforese").

O que resta? Um cérebro transparente mantendo todas as suas estruturas: neurônios, fibras nervosas, interruptores e conexões entre os neurônios, proteínas, etc.

"Acreditávamos que se pudéssemos remover os lipídios de maneira não destrutiva, poderíamos fazer penetrar luz e macromoléculas nos tecidos, o que permitiria realizar imagens em 3D, bem como uma análise molecular em 3D de um cérebro intacto", explica Karl Deisseroth.

Acertaram na aposta, porque, a partir do cérebro de rato "clarificado", os pesquisadores conseguiram criar um mapa de todos os circuitos do cérebro, globalmente ou de forma local.

Melhor ainda, a equipe de Stanford mostrou que injetando e depois apagando marcadores fluorescentes no cérebro, pôde exibir informações que seriam impossíveis de recolher por outros meios: as interações físicas e químicas entre os vários componentes cerebrais.

Uma massa de informações, que deverá ser trabalhada por especialistas em computação de modelagem e de imagens médicas para o desenvolvimento de novas abordagens, a fim de explorá-la, assegura Deisseroth.

"O processo Clarity poderia ser aplicado a qualquer sistema biológico, e vai ser interessante ver como os outros ramos da biologia vão usá-lo", concluiu.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Jogo traduz Alzheimer


Eu(particularmente)diria, além de um jogo, que se assemelha mais com um filme animado retratando um pouco da doença. Olhem os avanços gente!

Obrigada Gabriela Petters por sua colaboração no grupo!

Muito bom!

Obs: cliquem no primeiro link que aparece no texto.

Jogo indie comovente tenta ‘traduzir’ vida com mal de Alzheimer

Por Anderson Leonardo
04/04/14 15:08


“ALZ” (newgrounds.com/portal/view/634905) é um jogo curto —mais parece um filminho interativo — em que o protagonista sofre de mal de Alzheimer.
O game tenta demonstrar como é viver com essa condição que aos poucos vai degradando as memórias da vítima, e como as pessoas ao redor lidam com isso. Essa dinâmica é traduzida no cenário instável, que muda de cor e aparenta falhar como um programa de computador problemático.
"AZL"












(Reprodução)
Além disso, nenhum personagem tem rosto. Se isso for apenas uma opção estética –eu duvido–, ela casa muito bem com a dificuldade que as pessoas acometidas pelo mal de Alzheimer têm em lembrar e reconhecer faces.
— Controles: As setas movem o protagonista para a esquerda e a direita; usando a barra de espaço, você interage com pessoas e objetos quando necessário.
— Destaque: Tocada num piano, a trilha sonora relaxante, em sintonia com o enredo de “ALZ”, é de quebrar o coração.
Se você é daqueles que adora jogos de ação e não têm simpatia nenhuma por títulos como “Gone Home”, “Papers, Please” e “Stanley Parable”, é possível que não goste de “AZL”.
É possível também que você não o considere um videogame –mas isso é discussão para um outro momento.
Clique aqui para jogar.

domingo, 6 de abril de 2014

Caminhos das emoções positivas no cérebro




















AS EMOÇÕES POSITIVAS FACILITAM O PROCESSO DE CURA FRENTE ÀS DOENÇAS

Ao sentir emoções positivas, o cérebro humano acaba produzindo mais oxcitocina, desencadeando a produção de dopamina. A regulação desse sistema seria feita pela serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer.
Emoções positivas ajudam na saúde, o que já era perceptível mesmo pelos leigos. Os que se mantêm pessimistas apresentam maiores dificuldades de recuperação de suas doenças, enquanto os otimistas tendem a acelerar o seu restabelecimento.


Contribuição de Ellen Bond

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Alzheimer: Algumas histórias

Não custa lembrar que...














Adoraria dar a notícia da cura do Alzheimer, mas não será desta vez. Há um longo caminho (uma década, talvez) para que se chegar a uma droga que possa ser testada em humanos. Isso se ela prosperar nas etapas anteriores...
Enquanto não surge uma forma eficaz de mudar o curso da doença, o que nos resta é disseminar a importância da prevenção. Alguns fatores de risco: 
 
Idade avançada
É o principal deles. Quanto mais vivemos mais nos aproximamos da possibilidade de ter Alzheimer.
 
Função cognitiva

Exercitar o cérebro é fundamental em qualquer idade e ainda mais na velhice. Desafie seus neurônios sempre. Leitura, jogos de memória, palavras-cruzadas estimulam o cérebro. Mudar o caminho de casa também. Liberte-se da dependência do GPS e experimente novos trajetos pela cidade.

 
Peso
O índice de massa corpórea (IMC) costuma cair dez anos antes do aparecimento da demência. "No final da vida, as pessoas devem se preocupar mais com o baixo peso do que com a obesidade." Uma forma de aumentar a massa corpórea sem precisar comer mais é cultivar a massa muscular. Praticar exercícios com pesos na velhice não é garantia de nunca ter Alzheimer, mas não costuma fazer mal – desde que o idoso tenha boas condições de saúde e acompanhamento profissional.
 
Genética
Pessoas com uma mutação no gene que comanda a produção de uma substância chamada de apolipoproteína E têm risco mais elevado de sofrer da doença. Testes genéticos identificam essa característica, mas não são 100% confiáveis. Muitos geneticistas não recomendam o teste porque as pessoas poderiam se alarmar desnecessariamente.
Concordo. Fiz um teste desses há quatro anos para avaliar a empresa que o oferecia. Nunca abri o resultado. Para quê? Para interpretar cada lapso de memória como um sinal precoce de Alzheimer e viver infernizada as décadas que me restam. Não, muito obrigada.

Alterações cerebrais

A ressonância magnética pode revelá-las. Disfunção na massa branca cerebral – que envolve as fibras que conectam os neurônios – é considerada um indicador do impacto da doença vascular. Para preservar a massa branca do cérebro, evite a hipertensão e o diabetes. Pratique atividade física e se alimente de forma equilibrada. Ventrículos do cérebro alargados indicam redução do tecido cerebral.

Doenças cardiovasculares 

Aumentam o risco de Alzheimer. Dieta e exercício é a melhor forma de se manter longe delas.
Podemos fazer muita coisa para manter a doença longe do nosso horizonte, mas alguns fatores escapam do controle. São aquelas coisas da vida contra as quais não adianta lutar – só aceitar. Por enquanto, é assim.
 
FONTE:(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras)