Universo de Memórias

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nova Solução Terapêutica

Alzheimer: Mais uma peça na construção do puzzle

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Três investigadores da Universidade do Porto desenvolveram um estudo sobre a doença de Alzheimer. Segundo os autores, as estatinas podem prevenir o aparecimento da doença.
Três jovens cientistas da Universidade do Porto (UP) desenvolveram uma investigação focada na procura de novas soluções terapêuticas para as doenças neurodegenerativas. Os estudantes propõem uma nova abordagem sobre o Alzheimer.
O estudo, "Alzheimer Disease, Cholesterol, and Statins: The Junctions of Important Metabolic Pathways", tem como objetivo contribuir para a construção de um puzzle ainda muito incompleto: o estado do conhecimento das doenças neurodegenerativas. Segundo Tiago Silva, um dos autores do estudo, a terapia atual para o tratamento do Alzheimer está baseada no conceito "um fármaco - um alvo e é incapaz de subverter e impedir a evolução da doença".

O que são estatinas?

As estatinas constituem um grupo de substâncias, denominadas lipoproteínas, que são empregadas em medicina para tratar os altos níveis de colestrol. Funcionam como inibidores de colesterol LDL, considerado o mau colesterol no organismo humano.
Em entrevista ao JPN, Tiago Silva afirma que os tratamentos para a doença de Alzheimer, "não são eficazes no controlo da progressão da doença". O jovem doutorando da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) admite que "a medicação atua apenas a nível sintomático, tentando compensar as perdas cognitivas, o que resulta no prolongamento da qualidade de vida do doente", mas não elimina a patologia.
Assim, o grupo de investigação alerta que as estatinas (medicamentos utilizados para a diminuição dos níveis de colestrol), podem influenciar o aparecimento da doença de Alzheimer. Segundo estudos epidemiológicos, verificados na publicação, "pacientes que fazem medicação com estatinas ao longo da vida, têm um prevalência menor da doença de Alzheimer na terceira idade, quando comparados com grupos que não foram expostos a este tipo de intervenção farmacológica".
Tiago Silva revela ainda "que as estatinas podem apresentar um potencial de neuroproteção e prevenir doenças do foro neurodegenerativo. No entanto, alerta: "As estatinas não podem ser tomadas por pessoas que não necessitem de dimuniur os seus níveis de colestrol, uma vez que, o colestrol é um componente essencial ao funcionamento correto das células humanas".
O aluno da FFUP admite que o futuro da população o preocupa, uma vez que "os tratamentos existentes atuam ao nível dos sintomas e são por isso incapazes de curar a doença", nesta sequência o estudo desenvolvido pela UP torna-se vital no contexto atual. 
FONTE:Jornalismo Porto Net

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alzirinha gatinha

















Hoje li um texto sobre a questão de infantilizar a pessoa idosa.
Explicando melhor: chamá-los de fofos(as) ou diminutivos em geral.
A autora nos sugere(na leitura), na convivência, em breves encontros que depois de uma determinada idade "são idosos", "velhos" e portanto...VELHOS!
Entendo o que ela diz: -respeitá-los.
Mas...(carinhosamente) os diminutivos seriam ofensivos?
Muito polêmica esta afirmativa, pois vários portadores de Alzheimer se sentem protegidos quando empregamos na linguagem os "inhos(as).
Proferir palavras como:
-meu anjinho(a)
-meu bebê
-lindinha(o)
Que mal faz?
Isto é faltar-lhes com o respeito?
****Acredito que "falta grave" é o abandono!
Mesmo aqueles que estão com saude boa, mente e espírito jovem gostam sim de "beijinhos"(da família-amigos), de serem ouvidos, olhados, cuidados, incentivados.
Ninguém irá apertar-lhes as bochechas, ou puxar-lhes o nariz como faziam com as crianças(aliás nem eu gostava).
Vejam bem...as idades distintas, e que na maioria das vezes se entendem prá lá de bem, são os idosos e as crianças.
-Sabem o motivo?
Porque ambos nos ensinam o tempo Presente, são nossos Espelhos. 
Simples.
Boa Noite Alzirinha Margarida, minha fofinha, bebezinha, gatinha, peruinha, mãezinha!
A Mãe é minha e está aí nesta luta do Alzheimer há 22 anos em Abril.
Quem cuida sou Eu e chamo como Eu quiser, pois Amo esta Senhorinha digna do meu respeito, atenção.
Para falar a verdade não gostei do texto que li.
Frio demais. Congelado.
****Na foto a Alzirinha num dos dias de fisioterapia.
Bem concentradinha e cooperativa. Uma gracinha!



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cada Cérebro é único

Enviado por Lili Carvalho Lopes...amiga do real e virtual.

GINÁSTICA CEREBRAL
Nosso cérebro é único

nosso cerebro e unico 


Neurocientistas americanos, alemães e chineses estudaram a conectividade funcional de 25 cérebros humanos vivos e constataram que cada pessoa tem um cérebro único. Para eles, o fato de sermos diferentes uns dos outros pode ser explicado pelo modo como as conexões de nosso córtex cerebral estão organizadas.
Este estudo, publicado pela revista francesa Cérebro e Psique, mostra que ao nível microscópico cada cérebro tem um padrão de conexão neuronal. Para entender melhor, basta imaginar, no cérebro de cada pessoa, uma espécie de teia de aranha em três dimensões, com fios esticados para todos os lados que ligam diferentes áreas de atividade. A configuração destas conexões difere de uma pessoa a outra, criando um mecanismo mental sempre diferente um do outro.
Os neurocientistas descobriram ainda que as diferenças entre as configurações cerebrais são mais perceptíveis em regiões frontais do cérebro. Assim, somos diferentes no modo de ver e interpretar o real, de pensar em estratégias para resolver problemas… Em contrapartida, nas regiões responsáveis pelo sentido da visão, eles observaram pouca variação. Isso explicaria porque vemos todo mundo, fisicamente, quase da mesma maneira.
Estas zonas cerebrais que nos permitem ser fundamentalmente distintos uns dos outros têm uma particularidade biológica: elas são a sede, durante um ou dois anos após o nascimento, de uma criação colossal de conexões neuronais da ordem de um milhão a cada segundo. Sabemos hoje que o que nos permite adquirir certas competências (o saber, a cultura e as vivências) é este excesso inicial de conexões.
Isto é o que fundamenta, ao menos em parte, nossa singularidade. A outra parte é a genética: nosso patrimônio genético modela também nosso cérebro de modo bem particular.
Método Supera de Ginástica Cerebral
Graças também aos avanços das pesquisas, hoje sabemos que fazer ginástica cerebral ou seja, praticar atividades novas e desafiadoras, aumenta as capacidades de nosso cérebro, como a de aprender e resolver problemas.
A ginástica cerebral é chamada por especialistas de neuróbica, ou seja, atividade aeróbica para os neurônios. Quando estimulado de forma adequada, o cérebro ativa novas conexões sinápticas e potencializa suas habilidades.
No Brasil, a ginástica cerebral está sendo amplamente difundida graças a uma metodologia inovadora oferecida pelo “Supera Ginástica para o Cérebro”, uma rede de escolas espalhadas por todo o Brasil.
Com a ginástica cerebral, o Supera trabalha as funções cognitivas das pessoas pelo uso do ábaco (Soroban), de jogos educativos e uma grande variedade de dinâmicas. Programas de treinamento bem projetados podem ajudar a desenvolver partes do cérebro, melhorando as funções de memória, atenção e concentração.
FONTE* Leticia Maciel – Jornalista Franquia Supera

Desenhos de minha Mãe com Alzheimer

Alguns vídeos de minha autoria e formatação...






Enviado em 21/09/2009
No improviso-a evolução da Doença de Alzheimer em desenhos feitos por minha mãe.
Em voz.
Autora da formatação e voz:
Marília Becher Bahr

Na realidade eu gostaria de ter comentado mais à respeito desses desenhos.
O tempo foi curto e tudo na pressa, no improviso. Muitos erros ao narrar, visto que são desenhos de minha "mãe já com Alzheimer" e fui interrompida inúmeras vezes por pessoas que circulavam à minha volta. Eu fazendo gestos para que não interrompessem.
Selecionei alguns e na sequência percebe-se que ela queria comunicar-se.
Não coloquei mais por não encontrá-los. Provável ela ter rasgado como costumava fazer com outros papéis e documentos. Na segunda fase era o que mais desaparecia e não por perdê-los, mas por dar um fim em fotos e os citados acima.
Às vezes colocava tudo na grama dos fundos da minha casa e queimava. Salvamos o que pudemos na época. Bastavam uns minutinhos e acredito, conhecendo-a e vivenciando esta etapa, não queria vínculos com o passado. Somando com acessos de agressividade e fúria.
A tentativa de dizer o que sentia estampou-se claramente nestes escaneados.
O nome, o sobrenome, a letra em si foram se perdendo. O colorido também.
Quando vistos, os da caneta, a pressão era fortíssima no papel. Um indicador da frustração, e analisando por convivência, a agressividade em seu íntimo. Agressividade que se dava nestes contornos citados, palavras e gestos.
Percebam que ela gostava do vermelho, roxo, pink. Cores intensas. Minha filha presentou a vó com vários estojos de caneta. Porém, os tons mais suaves a mãe descartava. No último desenho(e lembro:foi o último mesmo)ela tentou nos dizer que tudo estava confuso e daí para frente não mais desenhou.
Minha filha até colocava no colo dela um caderno e vários apetrechos. Apatia. Depois disso umas revistas onde apreciava o colorido e comentava algo sobre as novelas e artistas. Passou então a andar e andar sem trégua. Sem direção, sem rumo.
Isto é só um pedacinho de uma história verídica.

Os Portadores tentam nos dizer




Alguns vídeos onde tento o alcance com estas conexões.

A Voz dos Cuidadores Familiares