Olá Pessoas
A intenção aqui nem é um Diário.
A ideia é autenticar cotidianos de uma Cuidadora que auxilia sua preciosa "Margarida" e contar um pouco de passado, presente da Mãe(os envolvidos com ela), futuras pesquisas e afins.
Esteve em nossa casa um amigo de adolescência muito querido por todos.
Mamãe esboçou pequena reação, pois em seu sono pegando um solzinho, preferiu dormir sentada(algo comum atualmente na vida dela).
Arcy tocou suas mãos, abraçou, beijou a testa(espontâneamente)da Tia Margarida.
**Ela fica com semblante feliz!
Emoção nos olhos dele! Aquela tia adotada(tão divertida)uma bebê.
Poucas pessoas fazem isto pensando no Alzheimer como uma doença contagiosa ou porque simplesmente não querem, não é de hábito, preferem distanciar-se.
Olham, mas não estão preparadas.
-O medo é maior por imaginarem um futuro igual?
-Mais simples não enxergarem e sentirem-se seguros por um só familiar responsabilizar-se por tudo?
Sabem...um carinho sem dia e hora marcada é tão gratificante como uma oração, uma ajuda, uma participação que dos mais próximos consanguíneos não chega.
Às vezes escrevo no meu cantinho preferido e revejo as ações, acontecimentos dos dias.
Nestes momentos lembro de tantos detalhes e como foi esta escalada-descida(sim, uma montanha russa)até aqui.
Hoje mesmo passou um parente de carro(com seu filho), em frente à minha casa, e nem parou.
Há anos não dá um Oi sequer.
Eu deveria nem ligar mais, mas não tenho Alzheimer!
Confesso uma pontinha decepcionante(por mãe, por mim, por ser um parente meu, dela e por ele próprio-um dia envelhecerá).
Também pela história de convivência quando ele mais precisou.
Residiu 6 anos e algumas abobrinhas com meus Pais no Rio Grande do Sul(quando ambos praticamente o adotaram como filho).
Encaminharam em estudos, educação, trabalho e tantas outras situações.
-O que será que passa pela cabeça dele?
-O que deixou como lembrança para o filho dele...dos meus pais?
-Nada?
-Quais foram as histórias que ele contou ao menino?
Querendo ou não(para meu dissabor)fica algo bizarro.
Aí penso:
-Deleto de vez das nossas memórias ou acredito em "estórias" encantadas onde as finalizações viram abóboras lindas e felizes?
Aprendendo há muito tempo no difícil desapego familiar porque "fingir não sei."
Aprendendo a desabafar, pois trancar emoções é pisar no cimento fresco.
Aprendendo a separar agulhas de algodões macios!
Obrigada à minha gigante família(constituída ao lado do meu marido), às primas, primos, amigos(as) como Arcy porque um afago, um telefonema é prova viva de que nós existimos e aptos de coração ao acolhimento.
A intenção aqui nem é um Diário.
A ideia é autenticar cotidianos de uma Cuidadora que auxilia sua preciosa "Margarida" e contar um pouco de passado, presente da Mãe(os envolvidos com ela), futuras pesquisas e afins.
Esteve em nossa casa um amigo de adolescência muito querido por todos.
Mamãe esboçou pequena reação, pois em seu sono pegando um solzinho, preferiu dormir sentada(algo comum atualmente na vida dela).
Arcy tocou suas mãos, abraçou, beijou a testa(espontâneamente)da Tia Margarida.
**Ela fica com semblante feliz!
Emoção nos olhos dele! Aquela tia adotada(tão divertida)uma bebê.
Poucas pessoas fazem isto pensando no Alzheimer como uma doença contagiosa ou porque simplesmente não querem, não é de hábito, preferem distanciar-se.
Olham, mas não estão preparadas.
-O medo é maior por imaginarem um futuro igual?
-Mais simples não enxergarem e sentirem-se seguros por um só familiar responsabilizar-se por tudo?
Sabem...um carinho sem dia e hora marcada é tão gratificante como uma oração, uma ajuda, uma participação que dos mais próximos consanguíneos não chega.
Às vezes escrevo no meu cantinho preferido e revejo as ações, acontecimentos dos dias.
Nestes momentos lembro de tantos detalhes e como foi esta escalada-descida(sim, uma montanha russa)até aqui.
Hoje mesmo passou um parente de carro(com seu filho), em frente à minha casa, e nem parou.
Há anos não dá um Oi sequer.
Eu deveria nem ligar mais, mas não tenho Alzheimer!
Confesso uma pontinha decepcionante(por mãe, por mim, por ser um parente meu, dela e por ele próprio-um dia envelhecerá).
Também pela história de convivência quando ele mais precisou.
Residiu 6 anos e algumas abobrinhas com meus Pais no Rio Grande do Sul(quando ambos praticamente o adotaram como filho).
Encaminharam em estudos, educação, trabalho e tantas outras situações.
-O que será que passa pela cabeça dele?
-O que deixou como lembrança para o filho dele...dos meus pais?
-Nada?
-Quais foram as histórias que ele contou ao menino?
Querendo ou não(para meu dissabor)fica algo bizarro.
Aí penso:
-Deleto de vez das nossas memórias ou acredito em "estórias" encantadas onde as finalizações viram abóboras lindas e felizes?
Aprendendo há muito tempo no difícil desapego familiar porque "fingir não sei."
Aprendendo a desabafar, pois trancar emoções é pisar no cimento fresco.
Aprendendo a separar agulhas de algodões macios!
Obrigada à minha gigante família(constituída ao lado do meu marido), às primas, primos, amigos(as) como Arcy porque um afago, um telefonema é prova viva de que nós existimos e aptos de coração ao acolhimento.


